Highway 358

Um blog de alienígenas.. (João 17:16)

Em discussões informais e em fóruns virtuais, frequentemente se escuta esta pergunta após o teísta fazer uma breve explicação do argumento do design ou da inferência à melhor explicação1. Às vezes esse questionamento pode até mesmo vir acompanhado de uma risadinha sarcástica, posto no debate com um ar de triunfo, como se fosse uma questão profunda e irrespondível, uma punhalada no coração do teísmo. Arrisco dizer que, junto com a falácia do espantalho2, essa perguntinha é o estratagema que mais se ouve da parte dos descrentes militantes quando querem demolir a argumentação do apologista. Essa pergunta realmente seria um golpe devastador – se e somente se ela tivesse algum valor argumentativo maior do que bagaço de cana.


O astrônomo deísta Fred Hoyle certa vez disse que a probabilidade do surgimento espontâneo de uma célula a partir de reações químicas aleatórias é a mesma de que um Boeing 747 surgisse pela passagem de um tornado num ferro-velho3. Richard Dawkins criticou tal argumento, afirmando que Hoyle confundiu “acaso” com “seleção natural”. À parte do pequeno fato de que a seleção natural é um processo relativo à biologia e não à química, agindo sobre organismos vivos dotados de um código genético passível de mutações, o biólogo afirma em seu best-seller “Deus, um Delírio” que Deus é o “747 definitivo”, pois “por mais estatisticamente improvável que for a entidade que se queira explicar através da invocação de um designer, o próprio designer tem de ser no mínimo tão improvável quanto ela. Deus é o Boeing 747 Definitivo.”4

Então, onde está a falácia nessa pergunta?

Primeiro: para reconhecer que uma explicação é a melhor, não é necessário ter uma explicação da explicação. Conforme o teólogo e filósofo William L. Craig salienta: “Se arqueólogos que estivessem cavando a terra descobrissem coisas que se parecem com pontas da flecha e cabeças de machadinhas e fragmentos de cerâmica, eles seriam justificados deduzindo que estes artefatos não são o resultado de uma possibilidade de sedimentação e metamorfose, mas produtos de algum grupo desconhecido de pessoas, embora eles tivessem nenhuma explicação de quem estas pessoas eram ou de onde elas vieram. Semelhantemente, se astronautas encontrassem uma pilha de máquinas na parte de trás da lua, eles estariam justificados deduzindo que era o produto de agentes inteligentes, extraterrestres, até mesmo se eles não tivessem nenhuma idéia do que estes agentes extraterrestres eram ou como eles chegaram lá. Para reconhecer uma explicação como a melhor, não é necessário poder explicar a explicação. Na realidade, requerendo assim conduziria a um infinito regresso de explicações, de forma que nada poderia ser explicado e ciência seria destruída!”5 (itálico meu).

Segundo: apenas coisas que começam a existir precisam de uma causa. O filósofo neo-ateu Daniel Dennet pergunta, em seu livro quebrando o encanto, “O que causou Deus?”6 A questão é que nenhum teísta jamais racionalmente afirmou que “tudo tem um causa” ou que “Deus autocausou-se”- até porque Deus é, a priori e por definição, atemporal, eterno e imutável, logo não teve um início e não precisa de uma causa, simplesmente é7. Várias passagens bíblicas atestam essa afirmação, vide Isaías 40:28, Romanos 16:26 e 1 Timóteo 1:17. Ademais, “o Ser infinito já foi demonstrado desde Parmênides, e aqui demonstramos da nossa forma: ou há algo, ou não há nada. Se nada há, nada se questiona, logo algo há, algo é. A este algo, a esta positividade, a esta estabilidade, a metafísica chama de ser. Ou o ser é finito e contingente ou é infinito e necessário. Se é finito e contingente, houve um tempo em que nada houve. Mas do nada absoluto nada pode provir, porque nada não há, o nada não afirma nada, não tem positividade. Logo, o ser é infinito e necessário. Este ser infinito e necessário é o Deus cristão.”8

Terceiro, em específico para o “argumento” dawkinista: Deus é uma entidade notavelmente simples. “O engano fundamental de Dawkins mente na sua suposição de que um projetista divino é uma entidade comparável em complexidade com o universo. (...) Como uma entidade não-física, uma mente não está composta de partes e suas propriedades salientes, como autoconsciência, racionalidade e volição, são essenciais a ela. Em contraste com o universo contingente e matizado com todas suas quantidades inexplicáveis e constantes, uma mente divina é de modo surpreendente simples. Certamente tal mente pode ter idéias complexas - pode estar pensando, por exemplo, em cálculo infinitesimal, mas a própria mente é uma entidade notavelmente simples. Dawkins confundiu evidentemente as idéias de uma mente que pode, realmente, serem complexas, com uma mente, a qual é uma entidade inacreditavelmente simples. Então, postulando uma mente divina atrás do universo representa um avanço em simplicidade, para tudo que vale.”9

Por fim, logo se vê que essa pergunta é, como argumento, uma completa nulidade. Há de se concordar com o matemático e filósofo John Lennox quando afirma que essa pergunta é absurda: “Se você me pergunta isso (quem criou Deus), significa que você pensa em Deus como algo que foi criado. A maioria de nós cristãos nunca acreditou nisso. Deus é eterno; ele não foi criado, sempre existiu.”10 Quem coloca em debate esta pergunta, como se tivesse algum peso, simplesmente não entendeu o conceito de “Deus”. Isso é, de certa forma, preocupante, pois compreender o significado de termos abstratos que se referem a coisas imateriais não-tangíveis é um dos elementos que nos diferenciam dos animais. Ainda segundo Craig: “É realmente uma questão sem sentido algum. É como ficar quebrando a cabeça filosofando, ‘Qual a causa da Primeira Causa Não-Causada’? (...) Perguntar pela causa de Deus é como ficar perguntando pela esposa de um homem solteiro.”11

Da próxima vez que ouvir este mantra num debate, lembre-se de quão absurda a pergunta é, e a partir daí desenvolva os contra-argumentos sucintamente citados aqui. Contra a sofística dawkinista, nada que um pouco de racionalidade e lógica não resolvam.

1: Usado pelo filósofo Alvin Plantinga.
2: http://criticanarede.com/point.htm
3: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fred_Hoyle
4: DAWKINS, Richard.
Deus, um Delírio. São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2007. p. 124
5: CRAIG, William Lane. Reasonable Faith: Christian Truth and Apologetics. 3rd ed. Wheaton: Ed. Crossway, 2008. p. 171. Uma exposição desta objeção à pergunta pode ser vista em http://www.youtube.com/watch?v=jnhMmJPnnDo
6: DENNET, Daniel. Breaking the Spell: Religion as a Natural Phenomenon. New York: Ed. Viking, 2006, p.242
7: http://www.christiancourier.com/articles/673-who-made-god
8: http://refutatio.wordpress.com/2009/10/17/36/
9: http://www.apologia.com.br/?p=24#more-24
à CRAIG, William Lane. Reasonable Faith: Christian Truth and Apologetics. 3rd ed. Wheaton: Ed. Crossway, 2008. p. 171-172
10: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090426/not_imp360645,0.php
11: CRAIG, William Lane. Reasonable Faith: Christian Truth and Apologetics. 3rd ed. Wheaton: Ed. Crossway, 2008. p. 193


Ele foi um dos caras mais gentis que conheci. Chegou à minha igreja com sua família em 1997, quando eu contava dez anos. Ele deve ser uns cinco anos mais velho. Como a igreja era pequena, participávamos juntos da classe de juvenis e, depois, na de adolescentes, até que ele se mudou no ano seguinte. À vista de todos, um jovem cristão exemplar, que deu entre nós os primeiros passos de um feliz ministério de pregador e líder religioso.

O tempo passou. Ele se tornou ancião e eu, estudioso de História. Não mais nos vimos até o ano passado ou retrasado, quando encontrei-lhe em um evento da nossa igreja. Com o contato restabelecido, convidei-lhe em julho para ser o orador da semana de oração jovem da nossa velha igrejinha. Pregou sermões inspirados, não se abatendo em nunhum momento com a enorme quantidade de bancos vazios. No sermão de encerramento, no entanto, ele surpreendeu a todos com um dramático testemunho.

Na realidade, foi mais que um testemunho - foi uma confissão. Lembro-me então das palavras de Tiago 5, 15: "Confessai as vossas culpas uns aos outros...". Para a supresa de todos, ele contou como havia sido um prisioneiro do pecado por todos aqueles anos. Por conta disso, seu casamento estava ruindo; estava em meio à "conversa final" com sua esposa quando o telefone tocou. Era eu quem ligava para dar-lhe a oportunidade de ser o orador de uma semana de oração, a primeira de sua vida. A partir daí o sol voltou a raiar em sua vida e a salvação chegou até sua casa.

Anteontem eu fui ao arquivo da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (ALEES) para substituir a então historiadora de lá. Fora ela, devia haver umas quatro servidoras, em "funções administrativas". Enquanto eu procurava aprender e treinar cada detalhe do trabalho, um amigo do curso, que consulta a documentação histórica da ALEES, chegou para iniciar suas atividades. Cumprimentamo-nos cordialmente - gesto certamente não notado pelas funcionárias àvidas por colocar a fofoca em dia - e logo voltamos às nossas ocupações. Após receber as principais instruções, despedi-me de todos e parti rumo ao setor de recursos humanos da ALEES. Em seguida, dirigi-me à seção de estágio da Pró-reitoria de gradução da Universidade Federal do Espírito Santo, levando em mãos o contrato que desisti de fechar.

Como nenhuma das servidoras (quem sabe "servidas"?) presentes sabia que o rapaz que pesquisava ao lado delas era meu amigo, começaram a costurar um inventário de suas impressões sobre o aspirante a historiador do arquivo. Constataram desde o óbvio - a minha seriedade e a provável impossibilidade de me entrosar com elas - até aspectos mais "chocantes". Enquanto a historiadora procurava ressaltar minhas virtudes, uma das servidoras em "funções administrativas" falou com a colega:

- O rapaz é do curso de História... você viu como ele é barbudo? E a sandália? Viu aquilo? [A Andressa conhece bem minhas "sandálias da humildade"]

- Pois é. Deve ser um tremendo de um maconheiro.

Meu nobre amigo, ele mesmo usuário da cannabis, disse que quase se levantou para dizer que se nosso curso teria um não-maconheiro, esse seria eu.

Essas duas histórias evidenciam o imediatismo humano. Quando Samuel foi escolher o sucessor de Saul, Deus lembrou-lhe de que ELE não nos via com olhos humanos pois olha para o coração. Eli, apesar de ser sacerdote, pré-julgou a pobre Ana, que se encontrava contrita a fazer uma oração silenciosa (julgou-a bêbada; se fosse estudante de História, teria-a por maconheira). Mas, uma das histórias mais instrutivas para essa discussão talvez seja o conselho que Jesus deu a Nicodemos, um homem respeitado por sua conduta moral: "Necessário vos é nascer de novo" (João 3, 7). Definitivamente, uma mensagem de vida ao ancião, à funcionária pública e ao "maconheiro".

Caráter é algo que não muda, acredita a maioria das pessoas. É algo que nós adquirimos desde a nossa formação, dentro da barriga de nossa mãe. O estado emocional da mãe é fundamental na hora da gestação, pois através de suas emoções já é definido traços de caráter do feto. Até sete anos o caráter está formando, só que passa por algumas transformações durante o tempo, e estas, são cruciais para a vida.
Conversando com um amigo meu na faculdade, ele me falou sobre algo que nunca parei para pensar. Ele me contou a história de um cara que achava que curtir a vida era beber, fumar, transar. Ele buscava felicidade nas outras coisas e não nele. Depois que teve um acidente, ficou em coma por um tempo e acordou depois. Ele viu que a felicidade se acha em você mesmo, e não nas pessoas, no carro, na namorada, nas festas, no sexo. Como Paulo disse: “Tudo é vaidade...”.
Talvez ache que, o que estou falando (Sobre o caráter), não tem nada a ver com a história e vice-versa, mas tem sim. Penso que existe mudança. Primeiro com a ajuda de Deus e depois com a nossa força de vontade. A mudança de caráter começa quando descobrimos que somos felizes por nós mesmos e não pelos outros, porque as pessoas nos decepcionam, o carro quebra, a namorada magoa, as festas nos trazem vazio e o sexo sem amor e sem a benção de Deus é nada.
Imagino que cada pessoa traz uma magoa no coração que faz com que não consiga mudar, mas uma coisa é certa, tudo começa agora. Começa em um sorriso, aperto de mão, numa conversa, abraço, ao entender a pessoa que está magoada, ao perdoar, ajudar, tudo o que traz felicidade não só para a pessoa, mas principalmente para você.
Uma coisa que percebo é que muitas vezes a pessoa não se volta para você, não porque ela é metida, emburrada, sem educação, e outros, mas porque falta um sorriso seu. TUDO COMEÇA COM VOCÊ. Um sorriso muda tudo e todos. Muda eu, muda você.
Comece a dar um sorriso todos os dias, para as pessoas que menos te amam, para os que te amam, seus inimigos, amigos, colegas, o cara do banco, o mala da faculdade, o doido que te falou mal, enfim a todos, porque sua vida vai mudar e o seu caráter melhorar.

“Mera mudança não é crescimento. Crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento.”
C.S. Lewis

Depoimento de um cara que começa a entender as BPF (Boas Práticas da Felicidade)

P.S.: Isso é óbvio, é tão, que percibi isso agora!

Certo dia eu estava preocupado com meu excesso de franqueza. Comecei então a imaginar se por sete dias todos os pensamentos de todas as pessoas fossem audíveis como a voz. O que você acha que ocorreria? Que precauções você tomaria ao sair pela rua, ao tomar um ônibus cheio ou durante uma conversa com conhecidos? Sinceramente, acho que tamanha seria a confusão que faria com que todos quisessem ficar em casa durante esses sete dias, exceto, talvez, os psicólogos e os ladrões de senhas bancárias. (Você acha que em um desses dias o Sarney daria alguma entrevista? Acho que nem pra falar de futebol...)

Os evangelhos dizem que Jesus conhecia os pensamentos das pessoas, nesse sentido talvez fosse assustador ficar perto dele. Não dava pra ser fingido, não dava pra mentir, ele saberia. A coisa era mais complexa, Jesus tinha o costume de revelar abertamente os pensamentos do seus interlocutores durante a conversa. É bem interessante olhar essas cenas. A multidão pergunta "Mestre, quando chegaste aqui?" (do outro lado do mar), a resposta de Jesus? Leia: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais milagrosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos." (João 6:25 e 26, NVI) Acho que Jesus sabia o suficiente de natureza humana para prever a reação às suas palavras, mas ele falou mesmo assim. Fico me perguntando até onde isso é aplicável à mim considerando aquela máxima cristã de "o que Jesus faria em meu lugar?". Tenho medo de minhas conclusões.

"Enquanto minha classe em Chicago lia os evangelhos e assistia a filmes sobre a vida de Jesus, notamos um padrão assombroso: quanto mais sem sabor as personagens, mais à vontade pareciam sentir-se ao redor de Jesus. Pessoas como essas achavam Jesus atraente: um pária social samaritano, um oficial militar do tirano Herodes, um cobrador de impostos traidor, uma recente hospedeira de sete demônios.

Em contrapartida, Jesus recebia uma reação gelada de tipos mais respeitáveis. Os piedosos fariseus achavam-no desajeitado e mundano, um rico e jovem advogado afastou-se sacudindo a cabeça e até mesmo o esclarecido Nicodemos procurou um encontro sob a cobertura das trevas.

Frisei para a classe como esse padrão parecia estranho, uma vez que a igreja agora atrai tipos respeitáveis que se pareciam muito com as pessoas que mais suspeitavam de Jesus na terra. O que teria acontecido para inverter o padrão existente no tempo de Jesus? Por que os pecadores não gostam de ficar ao nosso redor?" Philip Yancey, O Jesus Que eu Nunca Conheci, ed. Vida, pg.159.

"Deus não joga dados", afirmou Einstein em réplica à idéia de que o acaso e as leis da probabilidade eram a essência do mundo atômico. Não vejo problema algum com os dados. A teoria quântica se mantém desde então, com grande sucesso. Se o átomo é melhor descrito pela estatística porque é aleatório por natureza ou se por causa de uma limitação nos nossos instrumentos de medida, eis uma questão que até onde eu sabia ninguém tinha respondido. Ontem li a página de um estatístico que garantia que a aleatoriedade intrínseca do átomo havia sido demonstrada. Enfim, o que isso tem haver com o livre-arbítrio? Acontece que se todas os processos dinâmicos e interações da natureza forem descritos por leis precisas eu não consigo imaginar como existiria o livre-arbítrio (você consegue?). Como observou Laplace certa vez:

"Uma inteligência que, num dado instante, conhecesse todas as forças de que a natureza está animada, e a situação respectiva dos seres que a compõem, se além disso fosse suficientemente vasta para submeter estes dados à análise, abarcaria na mesma fórmula os movimentos dos maiores corpos do universo e os do mais leve átomo: nada seria incerto para ela, e o futuro, tal como o passado, estariam presentes a seus olhos."

Essa é a única maneira de saber o futuro? Não, tem outra:

"...para um ser hipotético que vivesse além do espaço e do tempo e contemplasse o espaço-tempo, a linha de universo de cada partícula estaria completamente desenhada, representando o movimento em sua totalidade (passado, presente e futuro). Em imagens simples, a inclusão do tempo na geometria do movimento transforma o filme do movimento numa fotografia estática de idêntico conteúdo." O Tempo na Física, Revista USP N.3, Henrique Fleming.


Suponhamos que o átomo seja realmente intrinsecamente aleatório. Como se daria o livre-arbítrio? Nossas escolhas dependeriam de um sorteio atômico interno? Minha hipótese é que em parte sim. Eu estava tentando imaginar como isso ocorreria quando me veio à mente que nossas várias possibilidades de escolha poderiam ser "sorteadas" na mente num tempo curtíssimo e submetidas à razão e à vontade para que estas decidam se a acatam ou não. Isso é perfeitamente plausível. Dependendo da eficiência do sorteio, todas as possibilidades podem ser pensadas e uma escolhida (a decisão de não escolher, lembremos, também é possível).

Uma segunda pergunta me ocorreu: será que parte de nossa "inteligência", a habilidade pensar em várias possibilidades e escolher a melhor, a correta, tem haver com a eficiência e velocidade com que nosso sistema cerebral é capaz de sortear possibilidades? Será que aquela idéia que veio do nada é explicada por um sorteio acertado e súbito nos átomos que compõe as sinapses dos neurônios? Me parece razoavelmente coerente. Se o livre-arbítrio e as idéias seguem uma lógica similar a esta, Deus pregou uma peça em todos nós. Ele vê o futuro porque está fora do tempo, nós (e o diabo) só podemos dar palpites de probabilidade (o diabo melhor que nós). Mas enfim, estou só especulando...

Uma rápida idéia me veio a mente: Para seres com livre-arbítrio, quanto maior a possibilidade e intensidade de bem que pode experimentar com a mente e os sentidos, tanto maior será a possibilidade e intensidade de mal experimentável. Caso você resolva criar um universo de criaturas inteligentes e livres você deve pensar sobre isso.

Filosofia Base

"O pensamento é um processo cansativo; é muito mais fácil aceitar a crença passivamente do que considerá-la, questionar rigorosamente seus fundamentos, perguntar quais são as consequências que a elas se seguem." L. Susan Sterbbing, Thinking to Some Purpose.

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