Highway 358

Um blog de alienígenas.. (João 17:16)


"A história do cristianismo tem sido um incessante renascimento de um encontro com Jesus Cristo, o Filho de Deus ressuscitado. Para alguns, como as Igrejas Ortodoxa e oriental, os encontros têm sido feitos através de um ritual, tradicional ou intimamente místico. Já para os católicos ocidentais, por meio da obediência à Igreja. Para as igrejas protestantes, através da Bíblia. E é a variedade que é tão marcante na jornada do cristianismo." Diarmaid MacCulloch

O documentário A history of christianity está dividido em seis partes:

01 – O Primeiro Cristianismo.

02 - Catolicismo - A Imprevisível Ascensão de Roma.

03 - Ortodoxia - Do Império ao Império.

04 - Reforma - o indivíduo diante de Deus.

05 - Protestantismo - A explosão evangélica.

06 - Deus no banco dos réus.


A série foi transmitida originalmente pela BBC Four. O Professor Diarmaid MacCulloch – um dos principais historiadores do mundo – revela as origens do cristianismo e explora o que significa ser cristão. O objetivo da BBC era produzir uma série ‘divisora de águas’ que examinasse as origens do Cristianismo e a relevância da fé no mundo atual. O professor de História da Igreja na St. Cross College Oxford Diarmaid MacCulloc considera a evolução da fé cristã e suas quatro formas principais: ortodoxa, cristianismo oriental, catolicismo ocidental e o protestantismo.

O historiador que apresenta a série auto-declara-se apenas "um amigo sincero do cristianismo", e em certas partes deixa transparecer o seu ceticismo. Mas, no geral, a visão é bem equilibrada. Portanto, trata-se de um documentário a ser visto.


"Tornei-me, acaso, vosso inimigo porque vos disse a verdade?" Gálatas 4, 16.

O ditado "perco a amizade, mas não a piada" é conhecido. Muito menos jocoso, contudo, seria um ditado elaborado a partir do título desta postagem. Todos nós já passamos por alguma situação na qual enfrentamos o dilema de dizer a verdade, e contrariar um amigo, ou sermos omissos e mais "populares". No ano que iniciei a minha formação como historiador - e segundo Cícero (106-43 a.C.) a 1ª coisa que se espera de um historiador é que diga sempre a verdade - li uma entrevista intrigante. Nela um filósofo chamado David Livingstone Smith simplesmente defende a mentira como elemento essencial à manutenção da ordem social:"(...) A mentira traz vantagens indiscutíveis. Bons mentirosos são mais populares e bem-sucedidos. (...) A mentira é o pilar das relações sociais." [ 1]

A Bíblia e a filosofia antiga ensinam-nos o contrário. Na passagem que encabeça essa postagem - passagem essa que integra os textos da lição da Escola Sabatina da próxima semana - encontramos o desabafo de um Paulo transtornado com os amigos que o deixaram após ele dizer a verdade. Mesmo assim ele preferiu dizer a verdade.

Ninguém defende aqui o extremo do "super-sincero" [ 2] que, justamente por se tratar de um absurdo, deu azo ao humor. Não devemos ser inconvenientes e, sob o pretexto da verdade, "disparar" críticas e ataques para todos os lados. Mas há momentos delicados em que devemos dizer a verdade, mesmo sob o risco de perdermos um amigo. Ou até algo mais importante.

Penso no caso de João Batista. Aparentemente, Herodes Antipas era seu amigo. A Bília diz (em sua versão católica) que o tetrarca da Galileia e da Pereia o "respeitava", "protegia" e de "boa mente o ouvia." E o que João lhe dizia? Simplesmente que não lhe era lícito viver em adultério com a cunhada! Definitivamente, esta não era uma verdade que aos olhos humanos convinha ser dita. De fato, Herodes sentia-se "embaraçado" ao ouvi-la. Mas o fato de ouvi-la de "boa mente" é prova de sua amizade com o precursor de Cristo.

João não perdeu a amizade de Herodes. Mas, de antemão, não sabia se seria assim. Tinha apenas a consciência de seu dever, e dos riscos que ele comportava. Como sabemos, sua santa ousadia custou-lhe a cabeça (ver a imagem), num ardil perpetrado pela adúltera mulher do monarca.

João Batista iria ainda mais além no ditado que concebemos. Ele diria: "perco a cabeça, mas não a chance de dizer a verdade." [ 3]


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[ 2] Veja um vídeo do personagem interpretado por Luiz Fernando Guimarães:

[ 3] Leia o artigo Deveríamos dizer sempre a verdade, mesmo com risco de vida?, de Ron du Preez em http://dialogue.adventist.org/articles/13_2_preez_p.htm

- Imagem: Salomé com a cabeça de João Batista, Michelangelo Caravaggio (1607). Leia a história do martírio de João em Marcos 6, 17-29.





O Programador diz:

-- Todo programa que sacanear será deletado.

Os programas sacaneiam. O Programador vira programa sem passar pela compilação. No mundo virtual sofre o processo de exclusão para que todo programa que acredita nele não seja deletado, mas tenha a licença eterna.


Assim cantava o famoso Renato Russo, lembrado há alguns dias pelos 15 anos de sua morte: ".... quem me dera ao menos uma vez entender como um só Deus ao mesmo tempo é três..." Pois bem. Na Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) que estou a frequentar cá em Portugal, a IASD da Amadora, o responsável da igreja (um leigo ao qual foi conferida a credencial pastoral) iniciou uma série de sermões sobre a Trindade.

Embora integre as nossas 28 Crenças Fundamentais, a Trindade vem sendo cada vez mais atacada por alguns grupos no seio de nossa igreja. Tendo em vista esses questionamentos, alguns teólogos vêm se mobilizando para defender essa doutrina. Um deles é o erudito José Carlos Ramos, que escreveu o livro A Igreja em perigo, publicado pela Casa Publicadora Brasileira. O tema é mesmo interessante e causa discussão quase desde a origem do cristianismo.

A seguir vou transcrever meus apontamentos sobre os dois sermões que o Dr. Daniel Esteves já pregou sobre o assunto e espero que essa postagem sirva de estímulo para que todos nós nos aprofundemos nesse tema tão importante.

***

O irmão começou por destacar duas teorias: a do unitarismo (ver Dt 6, 4 e Gl 3, 20) e a do trinitarismo (Gn 1, 26 e Jo 1, 1). Propôs-se a introduzir esta última (sábado 16/10/2011).

No sábado passado (22/10/2011), o estimado Daniel iniciou a sua mensagem com três postulados centrais:

1) O cristianismo não é a história do homem à procura de Deus mas é o resultado de Deus se ter revelado ao homem (ver Jo 17, 3);

2) O conhecimento de Deus não é simplesmente o resultado de um esforço cognitivo; os descrentes não compreendem Deus (ver Hb 11, 6);

3) Não podemos nos colocar acima de Deus e achar que ELE pode ser analisado ou quantificado (ver Rm 1, 20).

Após explicar que teve dificuldades em selecionar apenas (!) umas cinquenta passagens bíblicas acerca da Trindade e de Suas três Pessoas, o irmão citou Is 48, 16; 42, 1; Mc 15, 34; Jo 3, 16; 4, 10; 5, 39; 4, 24.

A seguir, indicou passagens acerca de momentos da vida de Cristo nos quais as três Pessoas aparecem juntas: Mt 1, 18 e ss. (a propósito, veja acima a imagem O Batismo de Cristo, de autoria de Verrochio, Leonardo e Botticelli, 1472-1475. Óleo e têmpera sobre mesa, 180 x 151,3 cm, Florença, Itália); Lc 1, 35; Mt 3, 17; Jo 15, 26; I Pe 1, 2; II Cor. 13, 13; Mt 28, 19.

Na última parte de seu sermão, destacou as características de cada uma das Pessoas da Trindade:

- Deus Pai: Ml 2, 10; I Cor. 8, 6.
- Deus Filho: Mq 5, 2; Mt 28, 18 (onipotência) e 20 (onipresença e eternidade); Hb 13, 8 (imutabilidade).
- Deus Espírito Santo: At 15, 28 (trata-se de Deus; não é uma simples força); Gn 6, 3; Lc 12, 12 (ELE ensina); At 5, 3 e 4 (a mentira contra o Espírito Santo é considerada mentira contra Deus).


Deparei-me hoje com a seguinte reportagem, publicada no prestigiado jornal Folha de São Paulo (versão online):

20/10/2011 - 08h18

Mundo nunca foi tão pacífico, diz cientista dos EUA

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REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Faz pelo menos 500 anos que o mundo está se tornando um lugar cada vez mais seguro para se viver, e a raça humana nunca foi tão pouco violenta. Ataques terroristas e guerras civis são meros soluços estatísticos numa paz que nossos ancestrais achariam quase impensável.

Duro de engolir, certo? Pois os números reunidos por Steven Pinker, 57, psicólogo evolucionista da Universidade Harvard, são difíceis de refutar. Todas as formas de violência estão em declínio, das guerras à crueldade com animais, e em alguns casos a queda já dura séculos, diz ele.

(...)


BRAÇO FORTE

A primeira queda na pancadaria teria vindo com o fortalecimento dos Estados, em especial as monarquias europeias, a partir do século 16.

Com o rei abarcando o poder absoluto e os nobres (que costumavam guerrear entre si) na coleira, a violência desregrada saiu de cena, já que atrapalhava a centralização de poder e riqueza desejada pelo monarca.

Segundo motivo de queda da violência, segundo Pinker: a invenção da imprensa, barateando a circulação de ideias, e o Iluminismo resultante desse processo.

Os pensadores iluministas, com sua ênfase no debate racional e sua redescoberta das ideias democráticas, dominaram o universo intelectual europeu, debatendo todos os temas tabus e defendendo os direitos de plebeus, minorias, mulheres e até animais.

O debate iluminista acabou levando ao lento porém crescente predomínio da democracia como regime de governo, o que também diminuiu guerras --é muito raro que uma democracia declare guerra contra outra. E o avanço do comércio internacional tornou os países cada vez menos interessados em guerrear por riquezas, diz ele.

NÃO AO SENSO COMUM

Steven Pinker tem uma predileção pelos debates politicamente incorretos. Seu livro mais polêmico antes da nova obra sobre a história da violência se chama "Tábula Rasa" e tem como meta mostrar que a natureza humana é algo relativamente difícil de mudar, independente dos esforços de pais, professores ou doutrinadores políticos e religiosos.

A ideia de que existe uma natureza humana vai contra a corrente dominante nas ciências humanas e entre intelectuais de esquerda, para os quais seria possível "melhorar" a humanidade.

Curiosamente, se o novo livro não é uma mea culpa, ao menos mostra certa fé de Pinker no progresso.

"THE BETTER ANGELS OF OUR NATURE"

AUTOR Steven Pinker

EDITORA Viking

QUANTO US$ 19,99 (como livro eletrônico no site Amazon)

CLASSIFICAÇÃO ótimo

Leia a reportagem completa em:

<http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/993687-mundo-nunca-foi-tao-pacifico-diz-cientista-dos-eua.shtml>


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NOTA: Há quase dois mil anos, sob a inspiração do Espírito Santo, Paulo profetizou: "Quando os homens disserem: ‘Paz e segurança!’, então repentinamente lhes sobrevirá a destruição, como as dores à mulher grávida. E não escaparão" (I Tessalonicenses 5, 3). À primeira vista, o evolucionista Steven Pinker parece ter razão. No mundo, os atos de violência que ele destaca são menores, se comparados com o passado e se levarmos em conta as devidas proporções. No entanto, em seu estudo ele parece passar por alto da criminalidade crescente dos países pobres ou em desenvolvimento - como o Brasil - e da violência "não-letal": a violência doméstica, a violência psicológica (vivemos numa verdadeira sociedade do medo) e da violência que cometemos contra a natureza (de fato, Apocalipse 11, 18 diz ser chegado o tempo de "destruir os que destroem a Terra" (NVI)). Mas é um sinal dos tempos, ainda mais em uma época em que os homens preferem ter fé em tudo - como no progresso - menos em Deus e em Sua Palavra.

NOTA 2: Hoje, após postar este texto, soube de duas notícias que parecem corroborar a tese Steven Pinker. A primeira foi o anúncio da morte do ex-ditador, terrorista e facínora líbio Muammar Kadafi. O fato foi confirmado pelo premiê Mahmoud Jibril. Leia:
<http://www1.folha.uol.com.br/mundo/993821-premie-confirma-morte-de-gaddafi-e-diz-que-libia-esta-livre.shtml>
A segunda foi que o grupo terrorista basco ETA anunciou o fim de sua atividade armada. Leia:
Os evolucionistas, os ateus, os agnósticos e todos aqueles que esperam o paraíso futuro sem Deus neste mundo acabarão por proclamar em uníssono com o Steven Pinker: "Paz e segurança!" Então repentinamente lhes sobrevirá a destruição.

"Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço 
uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, 
do que fazer tropeçar um destes pequeninos." 


(Lucas 17:2)

























"E eu convosco estabeleço a minha aliança, que não será mais destruída toda a carne pelas águas do dilúvio, e que não haverá mais dilúvio, para destruir a terra.
E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.
O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra."

(Deus, em Gênesis 9, pra nós)

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"O pensamento é um processo cansativo; é muito mais fácil aceitar a crença passivamente do que considerá-la, questionar rigorosamente seus fundamentos, perguntar quais são as consequências que a elas se seguem." L. Susan Sterbbing, Thinking to Some Purpose.

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